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quinta-feira, 25 de março de 2010

En el caso de Rio

Lucas Franco
A Web-TV do CREA-RJ publicou uma matéria repercutindo o seminário "A Olimpíada e a Cidade – Conexão Rio-Barcelona", em particular, a mesa redonda realizada no IAB-RJ na última sexta-feira.
Entre algumas imagens do evento e uma breve descrição dos acontecimentos, vale a pena destacar o depoimento do catalão Jordi Borja, diretor da Universidade Aberta da Catalunha, deixando claro o seu ponto de vista sobre a mudança da localização dos futuros equipamentos e a política de investimentos para os JO-2016, visando é claro, o melhor aproveitamento para a cidade.
Assista aqui à matéria na Web-TV do CREA-RJ.

Cidade, boa memória e Olimpíadas

Eduardo Cotrim
Não haveria exemplo melhor que Barcelona para o Seminário recentemente  promovido e brilhantemente conduzido pelo IAB RJ  e Prefeitura do Rio. Os nomes dos condutores estão implícitos. Sem desprezar outras boas experiências dos Jogos Olímpicos, passados quase 20 anos, o patrimônio edificado e o conjunto de infra-estruturas implantado para as Olimpíadas de 1992  se amalgamou mesmo à cidade catalã de modo irrepreensível.  
É verdade que cada cidade é uma, cada cultura a sua, mas se experiências não ensinassem, estaríamos agora economizando uma série de reais em escolas. Muitos já disseram que certos princípios, como os da álgebra, da geometria, da química, das físicas, da biologia, da astronomia e mesmo do atletismo, têm sido demonstrados independente da multiplicidade das culturas humanas. O mesmo parece acontecer com os fenômenos urbanos e os desenhos das cidades . Sabe-se que também há uma ciência por trás desses fenômenos que regem territórios, construções, pessoas, locomoções e finanças. No caso do Rio, o paradoxo das Olimpíadas na Barra, há muito apontado pelo arquiteto Sérgio Magalhães, pode ser demonstrado por várias maneiras. Vale questionar porque os impostos pagos pela metade exata da cidade, para citar só a Zona Norte, que tem 80 dos 160 bairros da cidade, custeariam tantos investimentos num só bairro, a Barra da Tijuca.  A Zona Norte, somada ao Centro e à Zona Sul abriga 3.670.000 pessoas. As distâncias físicas dessas três regiões, da Barra, são também imensas. Uma cidade não é só formada por legados olímpicos, é verdade, mas tampouco a cidade sede dos Jogos não pode ignorar pessoas, espaços, edificações e transportes. Todos são fundamentais.
Certo que a solução espacial para os Jogos Olímpicos deva ser a melhor, o que não significa que deva ser a mais fácil. Certo também que para aproximar pessoas de espaços, a melhor solução seja o metrô, o que não significa que deva ser o mais caro. O metrô Gávea (17.500 habitantes) – Barra da Tijuca (200.000 habitantes) é importante por causa do engarrafamento de veículos, sobretudo no Leblon e São Conrado, mas como e em quanto tempo têm sido transportados os moradores que diariamente se deslocam da Zona Norte ao Centro? Certo também que no mundo das cidades, os melhores territórios têm sido aqueles que contam suas histórias, os melhores sistemas de transporte têm sido aqueles que atendem ao maior número de cidadãos e as melhores Olimpíadas têm sido aquelas que todos se lembram, de boa memória.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

INICIATIVA BCN-RIO 2016

Lucas Franco
O ano já é novo mas ainda continuo colhendo frutos do passado, como o belo relato que recebi esta manhã, do professor Jorge Piqué. 
"BARCELONA 14/12/2009,
No dia 12 de dezembro de 2009, um numeroso grupo de brasileiros, espanhóis e estrangeiros, que vivem em Barcelona, vestidos com as cores verde e amarelo e levando bandeiras brasileiras, realizou uma grande comemoração pela recente eleição da cidade do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.
Neste dia, conduzidos por uma batucada de tambores brasileiros do grupo de percursão afro-brasileira KETUBARA e pelo grupo de capoeira VADIAÇÃO, aconteceu uma passeata ao lado do Porto de Barcelona, saindo da escultura urbana de Roy Lichtenstein (criada para os Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992), com direção ao monumento a Cristóvão Colombo (onde a estátua do navegador aponta para as Américas), aos pés das famosas Ramblas, no centro da cidade.
A área do porto de Barcelona é um bom exemplo de como os Jogos Olímpicos podem ser uma grande oportunidade para a cidade inteira que os sedia. Foram exatamente os Jogos de 1992 que permitiram que o porto fosse integralmente remodelado e transformado em uma importante área de lazer, hoteleira e empresarial, a disposição de todos os cidadão e dos numerosos turistas que visitam a cidade a cada ano.
O prefeito carioca Eduardo Paes disse em uma entrevista durante a Conferência de Lausanne 2009 que “quer que no Rio aconteça o mesmo que aconteceu em Barcelona, que a cidade se transforme totalmente e entre para a lista de lugares que se há de visitar no mundo”. Expressou também seu desejo de que, depois dos Jogos Olímpicos, o Rio de Janeiro se converta em uma “cidade moderna, sofisticada, progressista, com glamour, de tendências”, assim como Barcelona.
Depois dessas declarações – e conscientes de que Barcelona é declaradamente um modelo olímpico para o Rio de Janeiro – um grupo de brasileiros residentes na capital condal se organizou para celebrar esta irmandade entre as duas cidades. Assim nasceu a Iniciativa Barcelona – Rio 2016 (www.bcn-rio2016.com), que organizou a comemoração deste sábado por essa conquista inédita para a América do Sul."
Leia aqui o release oficial na íntegra
Veja aqui algumas fotos do evento
Assista aqui e aqui a alguns vídeos do evento