
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Morar carioca.

terça-feira, 27 de julho de 2010
Em tempo real

domingo, 25 de julho de 2010
Beleza e qualidade

sábado, 24 de julho de 2010
Mistérios da percepção e da memória.

domingo, 18 de julho de 2010
Políticos, atenção: cidade dá votos.
Oxalá a politização do tema possa modificar a realidade, para melhor, é claro.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Um título mundial
Em uma reportagem do JN, o arquiteto e consultor técnico da Fifa, Carlos de La Corte, nos deu a dica:
“O estádio não pode simplesmente ser colocado num lugar da cidade, ele tem que ser pensado urbanisticamente, ele pode regenerar uma região que está deteriorada, pode catalisar um movimento social. O estádio é um grande representante urbanístico da arquitetura que pode mudar uma cidade”
Para fazer um evento como a Copa da FIFA, também nos sobra competência e animação. Mas fazer direito, sem esses estouros astronômicos no orçamento, aproveitando para melhorar a infra-estrutura de transportes e promover a recuperação de áreas degradadas, seria como marcar um gol de placa.
Diria ainda melhor: isso nos valeria um título mundial.
domingo, 11 de julho de 2010
Olha a ZN aí, gente!
Sérgio Magalhães
Com a visita a Bangu pelo trem da Central do Brasil, ante-ontem, o candidato a presidente José Serra se comprometeu a transformar os trens em metrô. Ontem, foi o candidato a governador, Fernando Gabeira, que anunciou igual compromisso.
Para os que temos defendido esse projeto como uma das mais importantes prioridades metropolitanas, as notícias são alvissareiras. Será com a politização do tema que ele terá chance de ir para a agenda pública e se tornar realidade.
Vale a pena lembrar o que significa transformar os trens em metrô:
primeiro, a oferta de um sistema de transporte público de qualidade compatível com os nossos tempos para todos os subúrbios cariocas e para parte importante da Baixada Fluminense, alcançando cerca de 70% da população;
segundo, implica em estimular a requalificação ambiental e urbanística dos bairros atendidos, sobretudo pelo reforço das centralidades que se encontram relacionadas às estações, origens desses bairros;
terceiro, e talvez o mais importante, dará condições de reversão no quadro de decadência desses bairros e, no médio prazo, sinalizará a possibilidade de que os moradores que vierem a progredir possam permanecer aí, em um novo ciclo virtuoso de desenvolvimento.
A metropolização dos trens, obviamente não é apenas fazer com os trens sejam seguros, adequados, confiáveis, e que circulem em intervalos reduzidos (talvez a cada 3 ou 4 minutos). É também tornar viáveis as estações: com acessos adequados, escadas rolantes, coberturas em todas as plataformas. Isto é: passarem a ser lugares de hoje.
Vejam a foto da única estação em que as três linhas se encontram, a estação de São Cristóvão, centro do Rio: escadas fixas, descobertas, que obrigam os usuários a subirem e descerem altura equivalente a 3 andares; plataformas igualmente descobertas, seja para o sol seja para chuva; entre outras “facilidades” constrangedoras. Chega a ser um deboche para com a população carioca.
Agora, vamos torcer para que a candidatas Dilma Roussef e Marina Silva, bem como o governador Sérgio Cabral, candidato à reeleição, também assumam o compromisso de transformar plenamente os trens em metrô.
Com a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, essa transformação em todo o sistema será, talvez, o mais importante legado possível que estes grandes eventos poderão deixar à cidade.
Veja também:
O Globo - No Rio, Serra promete metrô de superfície
Cidade Inteira - Encruzilhada
terça-feira, 6 de julho de 2010
Acendam as luzes!
Mas aos poucos as luzes começam a se acender e parece que as coisas vão se esclarecendo. E isto é fundamental quanto tratamos de questões que ultrapassam gestões, partidos e interesses, por mais bem intencionados que esses possam ser.
Assista aqui ao vídeo do RJ no G1: "Votação do Plano Diretor é adiada"
Enfim, que venham as propostas, o debate, o plano. E só assim, um desenvolvimento sustentável e o melhor para a nossa cidade.
Notas relacionadas:
Cade o autor?
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Civilidade

"A contemporary City, Plan Voisin, Le Corbusier, 1922, 1925"
No Curso "Arquitectura e Cinema", promovido pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, o Professor Dietrich Neumann da Brown University nos brindou com estas belas imagens de um vídeo bastante raro onde vemos Le Corbusier, lançando mão do cinema para apresentar suas ideias, apresentando o famoso Plano Voisin que fazia tabula rasa de uma significativa parte do centro de Paris.
sábado, 26 de junho de 2010
Para o Rio, o futuro é hoje
Assim, dois temas essenciais e complementares se impõem: o cuidado com a cidade existente e o projeto da cidade sustentável.
Se andamos pelo Leblon e constatamos má conservação do projeto Rio-Cidade, um dos mais bonitos, já não cabe imaginar que faremos um novo. Também em Campo Grande, Catete, Taquara e demais áreas. Há que se recuperar o construído, dar-lhe a qualidade original. Nosso Centro precisa ser o melhor lugar da metrópole. Bem tratado, limpo, com vitalidade sempre renovada. Manter a cidade funcionando tem alto custo e exige continuidade. Sobretudo, precisa contar com a colaboração cidadã, na preservação dos equipamentos e do espaço público. (Por que não dividirmos tarefas: aos proprietários, a conservação das calçadas; à prefeitura, um asfalto com qualidade?)
Com a estabilidade demográfica, podemos prever as demandas da cidade em busca da sua sustentabilidade. Prever? Bem, nisso há uma certa dose de otimismo, pois a questão não é apenas técnica, é sobretudo política. Está no debate político decidir quanto à ocupação urbana, quanto aos investimentos, quanto aos caminhos da cidade.
O modelo convencional de planejamento priorizava definir índices, alturas, volumes e usos das edificações. Confiava que a cidade se moldaria assim. Como o futuro estava no infinito, podia fazer algum sentido. Hoje, aumentar gabaritos em grandes áreas e abrir novas ocupações apenas significa valorizar contabilmente ativos imobiliários. Para a cidade sustentável, o modelo não satisfaz.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
É uma busseata?
Sérgio Magalhães terça-feira, 22 de junho de 2010
De pleno acordo.
Precisamos de um 'freio de arrumação'.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
A cidade ainda ali estava.
Entre suas obras destacam-se: História do Cerco de Lisboa (1989), O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991), Ensaio Sobre a Cegueira (1995), Ensaio sobre a Lucidez (2004), A Viagem do Elefante (2008) e, por último, Caim (2009).
Nascido em 1922, na Azinhaga, uma pequena aldeia no concelho da Golegã, Saramago cresceu em Lisboa, e sobre a cidade escreveu um belo artigo republicado no seu blog "Outros cadernos de Saramago". O motivo ele mesmo explica nas palavras abaixo:
Mexendo nuns quantos papéis que já perderam a frescura da novidade, encontrei um artigo sobre Lisboa escrito há uns quantos anos, e, não me envergonho de confessá-lo, emocionei-me. Talvez porque não se trate realmente de um artigo, mas de uma carta de amor, de amor a Lisboa. Decidi então partilhá-la com os meus leitores e amigos tornando-a outra vez pública, agora na página infinita de internet e com ela inaugurar o meu espaço pessoal neste blog.
Link do Artigo de Saramago "Palavras para uma cidade"
"Depois levantou a cabeça para o céu e viu-o todo branco, Chegou a minha vez, pensou. O medo súbito fê-la baixar os olhos. A cidade ainda ali estava."
quarta-feira, 16 de junho de 2010
165 anos depois da mais importante edificação de Owen, demolida por vários de seus sucessores, em 1981 a ONU encarrega a Primeira Ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, para presidência de um grupo que produziu o Relatório Brundtland quando, como se sabe, o termo Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável fora utilizado pela primeira vez. Abre-se um parêntese para o Clube de Roma de Peccei e King, em 1972 e suas preocupações com a insustentável redução dos recursos naturais e com o aumento da população no planeta. A insustentabilidade estava em moda. A Eco-92 e sua Agenda Século XXI foram o primeiro desdobramento do Relatório Brundtland e do Clube de Roma. Bom, mas aí já existia Parmênedis, contradito por Heráclito de Éfeso, mas também Owen e sua cidade auto-sustentável de 1816, demolida diversas vezes.
Outro pai da Sustentabilidade foi o economista Ignacy Sachs, quem, segundo O GLOBO de 18 de maio de 2010, teria sido “um dos primeiros teóricos na década de 70 (refere-se o artigo à década do ano de 1970 DC), a trabalhar com o conceito ecodesenvolvimento, que mais tarde (sic) foi substituído pela expressão desenvolvimento sustentável”. Certo também que aí já existiam Parmênides, Heráclito, Owen, Peccei e King, a Rainha da Noruega, a Eco-92 e talvez mais alguém que já pregasse a sustentabilidade antes do século V AC. Hoje a bióloga brasileira C. Magnanini não se sustentaria como uma das mães da sustentabilidade
Mesmo depois da globalização ainda discutimos o longo e enfadonho processo histórico que gerou o fim da Escola Moderna. Fim esse que, segundo Charles Jenks, ocorreu em 15 de julho de 1971 às 15:32 hs, quando o conjunto habitacional Pruitt-Igoe foi implodido, face aos episódios de violência que reinavam naquelas paragens, em Saint-Louis. Muitos teóricos, inclusive não arquitetos, atribuem o problema a causas arquiteturais. Um projeto premiado pelo IAB de Massachustess em 1951, semelhante ao laureamento das Torres Gêmeas de Nova York, concebida pelo mesmo arquiteto de Pruitt-Igoe. Natural que poucos relacionem uma obra implodida à outra explodida, à podução de uma mesma pessoa, fato único no planeta.
Minoru Yamasaki e nossas observações de suas obras são bem anteriores à data em que se inicia a globalização, que tudo leva a crer, ocorreu na manhã do dia 26 de dezembro de 1991, em Moscou. Nesse dia, de manhã chuvosa e de hora imprecisa, mas antes do meio-dia, o Soviet Supremo foi dissolvido por ele mesmo. Gorbachev renunciou na véspera, mas a verdade é que poucos sabem disso porque a globalização só ocorreria no dia seguinte.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Cadê o autor?

Fundación Mítica de Buenos Aires, por Jorge Luis Borges
O viejo brujo teve sempre uma estreita ligação com a cidade, em especial a cidade em que nasceu em 1899, Buenos Aires.
Homenageando um dos maiores nomes da literatura mundial, o Cidade Inteira publica um de seus textos.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Architecture of Dance
O Globo (Museu do Amanhã, no Pier Mauá, será marco da Rio +20)
G1 (Museu do Amanhã deverá ser construído no Pier Mauá)
Está disponível na internet um belo vídeo, produzido pelo New York City Ballet, que mostra a parceria feita com o arquiteto espanhol para a produção cenográfica da temporada de primavera do NYCB em 2010 chamada Architecture of Dance. Parece ser um ótimo programa para quem tiver a oportunidade de visitar NY ainda este mês.
Veja o vídeo neste link.
artigo no New York Post
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Carta Aberta ao Comitê Olímpico Internacional
(...)




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