quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Olímpica esperança
Diferentemente de Vancouver, no Rio a Vila Olímpica está prevista para uma área rica, será de apartamentos milionários construídos com subsídios públicos e vendidos com subsídios públicos –e com as infraestruturas pagas pelo governo.
Oxalá a opinião de Jacques Rogge possa ajudar a redirecionar o projeto olímpico carioca. Os investimentos públicos precisam contemplar o interesse da cidade inteira –e não de apenas uma parte.
Lembrete: vide post de 26nov09, neste blog.
Veja o artigo do Presidente do COI
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Metrô Rio: 1968-2010
1. O tipo do solo;
2. A evolução da malha viária;
3. A localização das agências bancárias;
4. A localização das instituições públicas de ensino;
5. O valor estimado da terra junto às principais ruas da área urbana.
Última Semana
Vale a pena conferir!
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Qual é o prédio mais bonito do Rio?
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Casa Solar Flex - Solar Decathlon
Consórcio BRASIL / Casa Solar Flex
www.sdbrasil.org
www.sdeurope.org
www.solardecathlon.org
http://casasolarflex.wordpress.com
http://lite.facebook.com/p/Casa-Solar-Flex/189849158086
http://www.flickr.com/photos/consorciobrasil
http://twitter.com/casasolarflex
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Reconstruir a cidade e o país. Primeiro, água.
Contudo, desde logo percebemos um condicionante: a falta de água potável. A população se abastecia por galões que ia encher em “quiosques”, supridos por caminhões-pipa. O consumo médio diário era inferior a 10 litros/pessoa, enquanto em nossas cidades é de 200 litros/pessoa. A água é escassa também pela dificuldade de captação. Buscamos suprir a carência com a perfuração de poços artezianos, com a colaboração do Batalhão de Engenharia do Exército brasileiro. Mas, as amostras foram desencorajadoras: água salobra e poluída. Investimos então em sistema alternativo, de captação da água da chuva. A experiência em uma igreja demonstrou relativa viabilidade: conseguiu-se uma suplementação para os membros da igreja que lhes permitiu dobrar o consumo. Outros equipamentos sociais, como escolas e hospitais, instalaram sistemas próprios, com bom resultado. O Viva-Rio passou a administrar quiosques do bairro, melhorando o abastecimento para as demais famílias. Não obstante, ainda é muito grande a carência de água potável.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Samba no Fórum das cidades

Sérgio Magalhães
A arquiteta Ana Luiza Nobre comenta em seu blog a chamada feita pelo site da ONU-Habitat para o Fórum Urbano Mundial, ilustrada com três imagens: uma pintura naïf do Corcovado com a cidade ao fundo; uma foto aérea do Pão de Açúcar; uma foto de um grupo de mulheres sambando, enquanto um passista e um homem, aparentemente autoridade-turista, trocam a experiência do gingado.
ALN protesta como Arquiteta-Urbanista-Carioca-Mulher quando vê a foto “de mulheres de biquini, sambando com um homem engravatado”. Argumenta: “Acho isso gravíssimo, sinceramente. Sobretudo quando se trata de pensar a cidade contemporânea. O fato de que as Nações Unidas não só não se dêem conta disso como contribuam para explorar essa faceta (que pode ser em parte verdadeira, mas é muito grosseira e preconceituosa) é, para mim, um sinal e tanto de que ainda falta muito para fazermos do Rio uma cidade de fato inteira.”
Penso que vale o debate.
Por certo que as imagens escolhidas não são as melhores para ilustrar um fórum urbano a ser realizado no Rio de Janeiro. A pintura naïf não me parece convincente. A foto aérea do Pão de Açúcar é apenas comum. A foto do samba não é boa, embora não me pareça dissonante. Mas é esta que é o foco.
O samba não é apenas a música. É também sua manifestação coreográfica, que tem nos desfiles das escolas de samba uma síntese. O samba tem muitas possibilidades que a foto escolhida empobrece. Não obstante, não me parece uma exploração da nudez feminina. No caso, aliás, o engravatado dança com outro engravatado, este integrante do grupo.
Contudo, gostaria de comentar a escolha da foto como ilustração da cidade do Rio de Janeiro.
Uma imagem do samba é pertinente para ilustrar o Rio? A mim me parece que é. O samba é uma legítima e importantíssima expressão da cultura carioca –e, de certo modo, também é uma representação da cultura brasileira.
O samba é cultura urbana por excelência. A expressão coreográfica, a majestade que adquiriu com as escolas de samba e seus desfiles, o imaginário que construiu, a vitalidade formal e pictórica, tudo constituem como uma das faces mais importantes da cidade. Apenas uma grande cidade poderia construir uma expressão de tanta riqueza.
O samba é uma legítima junção de todas as partes do nosso território. Neste particular, discordo de Ana Luiza Nobre: é a própria cidade inteira.
Mas, quem sabe não possamos aproveitar a oportunidade do Fórum para promovermos –talvez no IAB- um evento/exposição sobre a representação iconográfica do Rio? Que outras imagens poderão dizer sobre a nossa cidade, talvez de modo melhor do que o escolhido pelo Habitat-ONU?
Blog de ALN: www.posto12.blogspot.com
Site do Hatitat: http://www.unhabitat.org/categories.asp?catid=584
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Grande notícia para o Rio

Sérgio Magalhães
Nesta tarde, o prefeito Eduardo Paes anunciou uma revisão no projeto Olímpico de enormes e importantes conseqüências para o futuro da cidade: a transferência, para a zona Portuária, da Vila da Mídia.
“Os membros do COI aceitaram nossa proposta de transferir para esta região as acomodações da Vila de Mídia, o que representa a construção de 5, 6 ou 10 mil unidades habitacionais.”
A importância dessa medida reside em uma revisão estratégica para a cidade metropolitana do Rio de Janeiro, com o fortalecimento do Centro como lugar do desenvolvimento. Após quase trinta anos em que a cidade via a reiteração da Barra da Tijuca como lugar do futuro do Rio, esta revisão no projeto, com a construção de milhares de unidades habitacionais e o centro da mídia, nos diz justamente o contrário: o Rio pode voltar a acreditar na centralidade de seu centro histórico!
Lembremos que o projeto olímpico original só fazia valorizar a Barra em detrimento do conjunto da cidade, com os investimentos públicos concentrados naquele bairro.
Agora, o núcleo jornalístico localizado no vértice dos eixos olímpicos Deodoro-Engenho de Dentro-Maracanã-Centro e Centro-Flamengo-Copacabana-
Fantástica notícia!
Leia a notícia no O Globo.com: MUDANÇAS - Rio fará revisão no projeto para os Jogos Olímpicos de 2016
Olimpíada para servir à cidade. O caso de Londres.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Terremoto no Haiti
A cidade de Porto Príncipe deve estar destruída. Os principais edifícios estão no chão. E são eles que aparecem nas imagens da TV. Mas eles também, em geral, estão localizados nas áreas planas da cidade e são mais bem construídos. Imaginem o que terá acontecido com as áreas residenciais pobres, que são construídas nas encostas, tal como nossas favelas.Porto Príncipe tem mais de 2,5 milhões de habitantes. A imensa maioria não dispõe de água encanada. O abastecimento é por galões comprados em "quiosques". A disponibilidade é de menos de 10 litros/dia por pessoa (entre nós, calcula-se que a média de consumo seja 200 litros/dia). O lixo é recolhido muito precariamente. A energia elétrica é distribuida 1 ou 2 horas por dia. A ruas, em geral, não tem iluminação pública.
Isto tudo antes do terremoto.
O país está devastado. Sobrevoando, vê-se que o interior não tem cobertura vegetal, salvo pasto. Os córrregos/rios existem com chuva; sem chuva, ficam secos. Águas subterraneas tendem a ser salobra.
Uma reconstrução de Porto Príncipe precisaria contar com uma monumental ajuda internacional, bilhões de dólares, por muitos anos. E não vejo chance de ser bem sucedida se considerar a reconstrução do que foi destruído pelo terremoto: será necessário dar condições do país vir a se sustentar.
Como? São quase 10 milhões de hatianos!
Antes do terremoto, as instituições políticas eram frágeis. Todo o esforço da ONU era no sentido de dar consistência institucional para o país. Os símbolos institucionais eram sólidos: o Palácio Nacional, a Catedral, o Liceu Pétion, o Hotel Montana (sede da ONU). Agora, também estes símbolos estão no chão.
E eu que via as fotos que fiz em cada viagem como medida do avanço alcançado com o programa de recuperação do país! Percebia o avanço e ficava contente; mas via o lento avanço e sobrevinha a dúvida sobre a possibilidade de melhora efetiva. Jamais poderia supor que essas fotos, tão pungentes, reportando tanta pobreza e dificuldade, poderiam vir a ser documentos de um tempo superior!
O que poderemos fazer para nos solidarizarmos com o povo do Haiti? Como ajuda-lo? Há o agora e haverá o logo a seguir.Eu não tenho respostas.
Apenas, uma grande tristeza e o desejo de que possamos elaborar algo que possa ser útil.
Veja as três notas anteriores sobre o Haiti, publicadas em setembro de 2009:
Modernidades, Parece Pequena e Paisagem Bonita
Rotas do crescimento
Leia aqui o artigo de SFM, Rotas do crescimento.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Metrô: 1 + 1 = ½
No entanto, o Globo do último domingo informou que ocorre justamente o contrário. Os intervalos não apenas aumentaram como já não é possível prever quando virá o próximo trem...A concessionária diz que está promovendo os ajustes necessários, que tudo ficará muito bem. Que assim seja!
Afinal, inventaram esta superposição, ao invés de prosseguirem com a Linha 2 até a estação Carioca, já construída, à custa de uma prorrogação do prazo de concessão. E contrariando as opiniões dos principais técnicos do setor, que se manifestaram publicamente. Como, aliás, na mesma matéria do Globo informa o engenheiro Fernando Mac Dowell. Quais foram os técnicos ouvidos que se manifestaram a favor?
Leia aqui e aqui as matérias publicadas no Globo
domingo, 10 de janeiro de 2010
Quem irá morar? Mora onde?
MO trata do desenvolvimento do Rio, analisa as possibilidades do setor petrolífero como motor para a expansão econômica do estado, defende que a Olimpíada de 2016 deva melhorar a cidade inteira -e, obviamente, critica a concentração de investimentos na Barra.
Entre as reflexões que a entrevista provoca, está o trecho em que MO comenta as previsões de expansão da cidade: projetos oficiais em andamento propõem levar 100 mil moradores para a Zona Oeste, através do programa Minha Casa, Minha Vida; outras 100 mil pessoas, para a área das Vargens, recém liberada para a ocupação; e, ainda, outras 100 mil para o Centro, revitalizado.
Pergunta o professor Osório: mas se a população da cidade não cresce, de onde sairá tanta gente?
Leia aqui a entrevista de Mauro Osório.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Fórum Urbano Mundial
O V Fórum Urbano Mundial será realizado no Rio de Janeiro entre 22 e 26 de março, em sua primeira vez na América Latina. O evento visa debater ações para tornar as cidades mais sustentáveis e inclusivas, trabalhando temas como transporte, habitação e saneamento. Estima-se um número de dez mil participantes entre representantes de governo, ongs, universidades e sociedade civil. O tema central do FUM será "Direito à Cidade: Unindo o Urbano Dividido". O encontro terá seis eixos de trabalho, a saber: "Levando adiante o Direito à Cidade"; "Unindo o Urbano Dividido"; "Acesso Igualitário à Moradia"; "Diversidade Cultural nas Cidades"; "Governaça e Participação"; "Urbanização Sustentável e Inclusiva".terça-feira, 5 de janeiro de 2010
INICIATIVA BCN-RIO 2016
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Ano novo
O ano termina com uma série de acontecimentos que nos enche de esperança, pelas possibilidades de mudanças. Inevitavelmente, porém, necessitamos que no ano de 2010 os responsáveis pelas ações confirmem as nossas expectativas.terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Consciência ambiental
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Razão Social: Entrevista
Veja aqui a entrevista de SFM, feita pelo jornalista Emanuel Alencar.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
As cidades e o PIB

Sérgio Magalhães
O IBGE divulgou recentemente sua avaliação sobre o crescimento econômico dos estados brasileiros no período 1995-2007.
A média nacional de crescimento foi de 39,8% no período.
Já o estado do Rio de Janeiro cresceu 25,6%, constituindo-se no estado que teve o menor crescimento entre as 27 unidades federativas. Isto, apesar da participação crescente do petróleo nas contas estaduais, muito acima do crescimento médio nacional.
Não observei muitos comentários a respeito desse relatório.
Não li entrevistas dos economistas que justamente ao longo desse período nos diziam como eram promissoras as contas do estado. Lembre-se que o período perpassa tres governos, todos sempre muito satisfeitos com os grandes investimentos que o estado conseguia captar.
De fato, foram muitos os grandes investimentos, a começar pelo setor petrolífero.
Então, por que o RJ ficou na lanterna entre todos os estados?
Justamente o RJ, que é o estado mais urbano do país. Que tem 94% de sua população vivendo nas cidades.
Proponho que a questão urbana possa ser um dos fatores relevantes a ser investigado. Questão urbana: dificuldades que apresentam nossas cidades para o pleno desempenho da vida social, econômica e política. Dificuldades na mobilidade, na infra-estrutura, na ambiência, na segurança.
Tais dificuldades minam o esforço produtivo dos pequenos empreendedores, não deixam que aflorem para a prosperidade os negócios que começam diminutos e que poderiam alcançar novas escalas.
Os grandes investimentos são importantes, é claro. Mas está nos pequenos, que crescem, uma possibilidade da distribuição do desenvolvimento por todo o tecido social. Sem pequenos, não teremos médios. Não teremos economia pujante.
Veja aqui a apresentação dos dados do IBGE.













